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Aurélio Porto
Portugal
O céu sempre azul da Grécia
A cabeça dói. O estômago agita-se.
Longe a poesia, quase tão longe
como quando as armas rompem
e as musas emudecem.
Da alegria descem?
Ou da dor as canções?
Nascem. No entulho, na podridão
nascem. E sempre o sol as queima,
e reina,.no límpido horizonte,
e a doença e a corrupção e a morte
imortal, miopia apenas.
Absolutamente inesperado
Fulmina-me agora com o teu raio ardente e morrerei feliz nos teus braços
Senhor altíssimo de glória que me deste a finita glória do poema
Da secura completa jorrou vindo da memória de tão velhos laços
Já esquecidos e que julgara sepultados e agora fazem que diante de ti trema
De pura gratidão. E as lágrimas rolando são a pérola da alegria
Depois do mal sem remissão teu amor desconhecido as trouxe a este dia.
publicado en revista Ilha Negra
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